Domínio do Paititi


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 O Brasil dos outros 500


Bandeira do Paititi

Capital: Paapiti ou Paititi (115.254 h); População: 475.987 habitantes (censo de 1780); Área: 19.985 km²; Produto Interno Bruto: 21.000 contos; Renda per capita: 45$000. Moeda: cruzeiro (1$000), dividido em mil réis; Línguas: pukina (35%), jaqaru (22%), uru (10%), cadivéu (20%), português (3%) e tupi (10%). Grupos Étnicos: indígenas 97%; portugueses e mestiços 3%. Religiões: culto de Con Ticci (75%), ecumenismo (15%), xamanismo (10%). Pesos e medidas: Sistema métrico decimal. Chefe de Estado:: Kapaka Atipeno Ikiqo, sob a suserania de Sua Majestade Imperial, D. Pedro II de Avis. Chefe de Governo: Comissário-geral do Império, Antonio Tabaré Omágua.

Templo de Con Ticci em Paititi

Território: o Estado vassalo de Paititi ocupa uma ilha do rio Paraguai onde se encontra a capital (conhecida como Paapiti na língua nativa puquina e como Paititi na língua guarani) e as terras em volta.. A capital é dedicada ao culto do deus Con Ticci (conhecido pelos incas como Viracocha).

O povo: Os indígenas que vivem no território governado pelo Kapaka de Paapiti dividem-se em várias castas, cada uma constituída por um grupo étnico diferenciado, com sua própria língua.

A casta dominante é formada pelos pukinas, que incluem os camponeses que trabalham a terra, mas também seus sacerdotes e nobres (bupi). Subordinados a eles, estão os jaqaru, que falam uma língua semelhante ao aimara da região do Titicaca e ocupam-se da criação de gado, do comércio e do artesanato. Os cadivéus são cavaleiros, guerreiros e caçadores. Os urus estão na base da pirâmide social e dedicam-se à pesca.

O índice de alfabetização é de 75%.

Governo: O Kapaka, chefe tanto político quanto religioso, é escolhido dentro da família real puquina. Recebe tributo e obediência das demais comunidades do território do Paititi e recebe peregrinos de regiões distantes do Brasil e do Tawantinsuyu. O Comissário-geral do Império Luso-Brasileiro tem poder de veto sobre suas decisões quando conflitem com a Constituição do Império, supervisiona suas relações com o mundo exterior e responde pelos cerca de quinze mil luso-brasileiros que vivem dentro do território.

História: Em 1120, depois de uma série de secas desastrosas, a civilização de Taypikala (atual Tiwanaku) foi devastada por um levante dos chefes aimaras contra os reis-sacerdotes pukinas. Um grupo de refugiados de diversas etnias, porém, abandonou a cidade e fundou uma segunda capital, chamada Apinguela, às margens do rio Mamoré. Essa cidade, porém, mostrou-se muito difícil de defender contra os ataques dos índios guaranis. Por volta de 1230, os reis-sacerdotes decidiram mudar-se de novo para uma ilha mais defensável que seus exploradores haviam descoberto no rio Paraguai. Ali, foi fundado a atual Paititi, que rapidamente tornou-se uma poderosa cidade-estado e um importante centro cultural para toda a bacia do rio da Prata.

Em 1512, uma expedição portuguesa comandada por Aleixo Garcia, que já havia sido o primeiro a contatar as icamiabas ou amazonas, chegou ao Paititi e conseguiu que seu Kapaka aceitasse a suserania do rei de Portugal, como forma de se proteger de uma possível anexação pelos incas do Tawantinsuyu.